Suaveolens
Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS
Quem sou eu
- Nome: Jean Kleber
- Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil
Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, na Universidade Rural. Obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.
28.9.08
26.9.08
O DIA DO IDOSO

Dalinha Catunda
Enaltecer o valente idoso
Faço com muito prazer.
Pois só chega a ser idoso,
Quem bem fez por merecer.
Não pensem que é tão fácil,
Usufruir das quatro estações.
Meu louvor a quem já viveu
Primaveras, outonos e verões.
E hoje no inverno da vida.
Encharcado de experiência
Não é uma causa perdida
Tem uma nova consciência.
Luta por melhor saúde
E também por seus direitos.
Não é um ser acomodado,
Exige dignidade e respeito.
Cabe aos governantes
Um desempenho maior
Para que a vida do idoso,
Possa transcorrer melhor.
23.9.08
UM POSTAL ESQUECIDO
Um dia num sebo, folheando um livro, caiu-me aos pés um pequeno postal já gasto pelo tempo. Abaixei-me e colhi, colocando-o de novo dentro do livro e rápido devolvendo-o à estante metálica.
Comecei a pesquisar, e logo me chegaram dados. Era um grande casarão construído em Fortaleza, no início do século XX, mas já havia sido demolido.
A história que segue, embora resumida, foi a por mim encontrada :
No início do século XX, Plácido de Carvalho era um bem sucedido comerciante e industrial em Fortaleza, isso nas duas primeiras décadas do século até a metade da década de trinta.
Para construção o bairro escolhido foi o Outeiro, já conhecido como Aldeota. Quanto ao construtor, há dúvidas, muitos apontam o feito ao irmão de Pierina, Natali Rossi, este sim foi o arquiteto do Excelsior Hotel. Mas o Palácio do Plácido foi certamente obra do Sr. João Sabóia Barbosa, artista plástico e excelente engenheiro eletricista diplomado em Liverpool, Inglaterra.
Créditos da foto do postal : (http://www.skyscrapercity.com/)

21.9.08
VINTE ANOS DA ABLC * E POSSE DE DALINHA CATUNDA
.
A posse de Dalinha foi muito linda, interessante e emocionante. Eu estava lá.
.
Teve discurso lido, falação improvisada, leitura de cordel, música tocada e de cantoria, com todos acompanhando.
.
Tem retrato meu com ela, mas ainda não está no computador. Cá entre nós, não entendo essas "modernices"; celular pra mim é para ligar ou receber telefonema ; foi a cunhada quem tirou , agora tenho que esperar, mas depois mando pro site da ABLC .
.
Fiquei cativa, fan de carteirinha e irei lá sempre que puder.
.
Abraços
.
Circe

Foto menor: Circe Vidigal e Dalinha por ocasião da solenidade.Fonte: blog cantinhodadalinha.blogspot.com
18.9.08
TROTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Dizem os dicionários que trote nas universidades, é troça de veteranos a receber calouros.
No Ceará, a Faculdade Evolutivo quer mudar esse quadro. E, nesta sexta, recebe os alunos seus de turismo (novos e antigos), em abraço pela administração e docentes. Isso, em aprazível ambiente: na boate a esses aberta pelo Hotel Vila Galé. A festa diz, no fundo, que o aprender, a se transversalizar nos currículos, é prazerosa construção por alunos, professores e atores sociais enfim, onde se inclui o trade turístico.
O símbolo nos chega, em boa hora. Nosso turismo e sua formação nos impõem revisões urgentes: 1) olhar mais largo para a sedução de litoral, serras e sertões nossos, onde criatividade, hospitalidade e cultura alencarinas plantam morada; 2) novas dimensões do turismo de agora - lazer, ecologia, religiosidade, ciência, negócios; 3) extirpação das manchas ficadas do dito turismo sexual; 4) a elevação da atividade a indústria sem chaminés, alargando a inclusão social de nossa gente, cuja criatividade é vista capital humano de seguro retorno.

15.9.08
14.9.08
IPUEIRAS
Que o progresso varreu como as geleiras
Que ao degelo, perigam a humanidade.
.
Se teus filhos te amam apaixonadamente,
Inda acho pouco, deviam amar-te mais!
Se em teu meio descansam, e certamente,
Ao mundo rumam adornados de ideais.
Brindam teu valor com a taça da justiça
E te veneram para sempre com carinho.
Só tu, Ipueiras querida, és mãe mestiça,
.
Pois em teu ombro quem acorda tem trabalho.
No caminho do sucesso em desalinho
Os teus despertam e te encontram num atalho.
____________________________
Foto: Miraugusta, Zequinha Bento e Dalinha Catunda apresentam a bandeira de Ipueiras. Do site oficial da cidade de Ipueiras-Ce.
10.9.08
MOBILIANDO O APARTAMENTO

Lin Chau Ming
.
Meses atrás, em Botucatu, fui a uma loja de móveis usados procurar por algumas peças para levar à casa que alugo no vale do Ribeira, que funciona como base de apoio para minhas pesquisas acadêmicas na área de Etnobotânica e também como suporte aos alunos que fazem seus trabalhos por lá. Precisava de uma mesa, cadeiras, e outros itens do mobiliário, uma vez que estava saindo do aluguel de uma casa mobiliada para uma não mobiliada. Fui a uma perto de minha casa, a do Luiz Macedo. Conheço outras pela cidade, mas por facilidade e amizade com o dono, escolhi a do bairro. Não achei tudo que precisava, pois a loja não tinha um estoque grande e diversificado.
.
Aluguei um apartamento no Harlem, tradicional bairro em Manhattan, com mais de 250 anos, conhecido pela predominância de afrodescendentes americanos entre seus habitantes. Hoje a situação está um tanto alterada, pois a população latina tem aumentado bastante nessa região.
.
Antes de viajar, entrei no site da Columbia University em busca de apartamentos para alugar. Ela possui mais de 1500 deles para alugar a estudantes e pesquisadores, todos dentro ou perto do campus. Nenhum vago e a lista de espera é de mais de um ano. Impossível, então. Ela tem ainda, complementarmente, uma lista de apartamentos fora do campus, não de sua propriedade, para ajudar aos que irão estudar na Columbia. Fui a essa lista e tinha apenas 3 opções, todas fora de meu orçamento, aliás, fora das condições permitidas pelo valor da bolsa de pós-doutorado que recebo. Não poderia, como era meu desejo, morar no centro de Manhattan, teria que me contentar em algum bairro mais afastado.
.
Aqui em Nova York, como em qualquer parte do mundo, o aluguel de imóveis é feito prioritariamente através de imobiliárias. Diferentemente no Brasil, aqui se paga de 50 a 100 dólares para que sua ficha cadastral seja feita, por imóvel pretendido e depois aprovada ou não. Não se devolve esse valor, independentemente do resultado. Procurei um apartamento mobiliado, porque não queria gastar dinheiro comprando móveis que seriam utilizados apenas durante o meu período de estadia aqui nos EUA. A grande maioria dos apartamentos não era mobiliada.
.
Não tive outra escolha, aluguei este apartamento não mobiliado, situado no sexto andar de um prédio antigo, sem elevador, de antes da Segunda Guerra Mundial, daqueles de tijolinhos vermelhos à vista, com aquelas tradicionais escadas contra incêndios de ferro, do lado de fora do prédio. Aliás, é uma característica de muitos dos prédios da cidade, o que lhe dá essa marca peculiar, interessante por sinal. Nos processos de restauração dos prédios, mantém-se essa característica de sua arquitetura.
.
Como eu viera a Nova York apenas com livros, roupas e outros utensílios pessoais, e não com móveis, tinha que arrumar, o quanto antes, os itens essenciais. Vou dizer uma coisa que talvez não acreditem: em menos de uma semana no apartamento, mobiliei toda a casa, no essencial. E não gastei rios de dinheiro para isso. Apenas utilizei ou re-aproveitei materiais que encontrei no lixo das calçadas. Sim, consegui camas, estantes, mesas, cadeiras, televisão, micro-ondas, computador, armários, prateleiras e outros. Com um punhado de pregos e parafusos, ferramentas emprestadas ou adquiridas nas casas de 99 cents e um pouco de experiência de carpinteiro autodidata, fiz os móveis “sob-medida” do apartamento, que é pequeno, mas aconchegante, apesar das escadarias que tenho que subir e descer todos os dias.
.
É incrível como os americanos jogam fora tudo. Acho isso um absurdo. Mas acho que eles estão acostumados a entender que as coisas são descartáveis, mesmo os móveis. O primeiro produto que catei nas ruas foi uma dessas cadeiras giratórias para uso em mesa de computador, com apoio para os braços, que custam vocês sabem quanto aí no Brasil. Estava praticamente novo. A segunda peça que eu encontrei foi uma escrivaninha, com aquela parte deslizante para acomodar o teclado de um computador. Zero bala também. Junto com um monitor da Apple, este não tão zerado.
.
E assim fui completando o mobiliário. Existe um dia específico para que os lixeiros passem nas ruas, dependendo do bairro. Basta sair à noite, antes dos lixeiros e pronto, você pode escolher vários produtos que ainda estão bons. Nesta semana, em frente a uma escola primária, junto com uma porção de materiais jogados fora, algumas coisas me chamaram atenção. Dezenas e dezenas de baldes, lixeiras, caixas plásticas e recipientes tipo tupperware, além de livros, muitos livros.
.
Apesar de não ter vergonha de ficar pegando essas coisas nas ruas, naquele momento não iria ficar fuçando todos os sacos plásticos à procura de livros que pudessem ser interessantes para mim, além de estar quase escurecendo e fazia muito frio. Peguei apenas três dicionários da Webster, de inglês, espanhol e francês. E muitas das caixas, baldes e objetos de plástico, todos praticamente novos.
.
Com essa situação, ocorreu-me uma coisa. Aqui nesta cidade não existe loja de móveis usados. Talvez o Luiz Macedo fizesse a festa por aqui, dado o grande número de móveis jogados fora e que poderiam ser reaproveitados. Ou fosse à falência em pouco tempo pois não conseguiria vender para ninguém, pois pode-se catar do lixo.
.________________________________________
Foto: site litoralvirtual.com.br/.../fotos/moveis01
________________________________________

6.9.08
O DIA DA PÁTRIA
.
.
.
( Publicado no O Povo em 06.09.2008 )
Foto : Arquivo Pessoal

OUTRA PÁTRIA

Amar com fé e orgulho,
A terra em que nasci.
Aprendi ainda na infância,
Nos hinos e poemas que li.
Ó minha pátria sagrada,
Cadê teus encantos mil?
Poluído e acinzentado,
Hoje vejo teu céu de anil.
Teus rios, mares e florestas,
Carecem de preservação.
Na natureza não há festa
Predomina a devastação.
Se a boa terra jamais negou,
A quem trabalha seu pão.
Por que fazer do nosso pobre,
Um reles parasita da nação.
Sonegando-lhe trabalho,
E humilhando o cidadão.
Que recebe bolsas e vales
Enterrando o orgulho no chão.
Quem não vive do trabalho,
Do seu suor e da sua mão,
Não pode ter amor próprio,
Nem orgulho da sua nação.
Como imitar a grandeza,
Dessa terra em que nasci.
Se o exemplo lá de cima
Na verdade ainda não vi.
Por isso eu digo e repito,
Aos dirigentes da nação.
Primeiro dêem exemplo
Depois cobrem ao cidadão.
O que li de Bilac é passado,
Sentido não vejo agora.
Minha pátria hoje é outra.
Tenho saudades d’outrora.
4.9.08
VAI PASSAR

O fato nos chama à reflexão. Por todo o País, toca-nos o apelo do "todos pela educação de qualidade para todos". Mas é o "todos" - ponto-de-partida e destino - que parece mais envolver-nos, fazendo-nos passar por cima da qualidade, atropelando-a até.
Nesse clima, o verbo "passar" e seus cognatos tornam-se palavras-de-ordem. A escola se vê como mera passagem, onde crianças se abrigam, em stand by para a vida. A educação não mais "processo formativo" (Art. 1º. da LDB), mas, ao invés, inoperante impressão de folhas em branco. E o ensino, por vezes, a tentativa de "segurar" os alunos pela ação de bem-intencionadas figuras que, na prática, se tomam caricatas "seduções do passar": - organização curricular em ciclos (por mais amplos) do período escolar, classes de aceleração da aprendizagem, sistema de promoção automática e avaliação mais abrangente.
Entre pais menos letrados, a reação similar à de Bernadete, que, sem rodeios e em seu dialeto, reclama-me, ao me pôr à mesa o café-da-manhã, sobre o tratamento dado ao filho na escola: "0 Robson vai passar! É "cicIo", "aceleração não sei de que", "satisfatório/não satisfatório" ... Ele não sabe de nada (estou lhe avisando!) e,assim mesmo, vai passar". E, num sorriso de canto de boca, destila: "Estão dizendo que é o Governo e até o senhor que querem assim ..."
Nas oposições mais letradas, o tom não é diferente. O combate à evasão escolar estaria se fazendo a qualquer preço, os olhos fitos sobretudo no ilusionismo das estatísticas e no fulgor dos out doors.
Paixões a parte, sejamos sensatos. Elogios sim a "todos", ativos e passivos, no afã de universalizar o ensino. Mas, aos que pecam pelo açodar-se, o conselho do Pe. Sadoc, honorário membro do CEC: "É o freio e não o acelerador que põe o carro para correr". No caso, é conjugar freio e acelerador. Pé no chão, "na tábua" e no "breque", sem, no entanto, perder de vista a estrada e, sobretudo, a chegada. Educação é meio, não fim. Seu porto, a inclusão social, a cidadania e a construção econômica da vida, onde títulos sem crédito e cheques sem fundo não têm valor.
Sem lastro, é desperdício. Onda! Vai passar!...
______________________________
2.9.08
POSSE DE DALINHA CATUNDA NA ABLC
Tereza Mourão
Dia 20 de setembro de 2008 tomará posse na ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel a acadêmica Maria de Lourdes Aragão Catunda. Vejam seu blog cantinhodadalinha.blogspot.com e acessem os links indicados.
Dalinha Catunda publica há mais de sete anos, como colaboradora, no Jornal O Povo e no Diário do Nordeste, jornais de grande circulação da capital cearense. Atualmente publica em vários blogs e sites entre eles o Nordeste Rural nas colunas: ABOIO E REPENTES e CAUSOS NA BEIRA DO FOGO.
Como se vê, nossa musa está publicando seus artigos junto a grandes nomes da cultura popular pois ela é uma grande estrela de mente brilhante e eu me sinto muito feliz em poder comunicar tudo isto a vocês e ter o privilégio de ser sua conterrânea e amiga.
Entre seus títulos publicados de cunho engraçado e picante constam: O Forró de Zeca, O jumento do Maurício, A Panela Remendada, A Rosa Apavorada e A Donzela Que Virou Índia.
Neste final de semana a nossa musa estará novamente em Cachoeiras de Macacu participando de um Festival de Poesia em um evento intitulado Canto de Poetas.