Suaveolens

Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS

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Nome: Jean Kleber Mattos
Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos.Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, onde obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.

7.11.09

A CARTA QUE ME MANDASTES

Por
Bérgson Frota

Lembro hoje, ao mexer em coisas passadas da carta que tu mandou-me. Encontrei-a entre livros, fotos e recortes de jornais.
Quanto tempo.
Naquela época não tínhamos internet e a frase ... estou te enviando nestas mal traçadas linhas ... era-nos comum e corriqueira.
O papel deitado na mesa, a caneta e a mente cheia de novidades. Ligadas num só fim, escrever, contar, narrar um fato e matar saudades.
Lembra quando me mandaste a primeira carta Dália ?
Talvez não, conhecendo eu tão bem tua memória. Querias de forma ansiosa mostrar-me tuas poesias. E quantas e tão belas já eram.
Esqueci de dizer-te que irias longe, falta minha, mas espero teres concretizado.
Sabe, nossa correspondência deixou-me saudades. Mas veio a internet, e que maldade, transformou o papel na fria tela que da carta ganhou somente na velocidade.
Dália, e aqueles poemas, os simples mas ricos de rima e emoção ? Tuas longas quadras que a ambos nos faziam rir pela peculiaridade e o teor brejeiro ?
Penso que as cartas embora amareladas eram mais ricas, só o fato da surpresa que trazia a cada lado virado e de quantas páginas.
Encontrei a carta que me mandastes ontem, mas levou-me à tempos pretéritos. Li e reli, dei boas risadas dos assuntos puxados e repuxados escritos para aproveitar mais ainda as brancas linhas que se ofereciam feito horizontes riscados num mundo de papel.
Dália, tu que amavas tanto tua terra ainda a quer como antes ? E as carnaubeiras que pareciam tanto te tocar ?
Na carta que me mandastes falava-me do amor ao cordel, da tua alma nordestina, fostes em frente no teu sonho ?
Queria muito lembrar o que te respondi.
Somos presos a segundos, minutos, horas, mal acordamos e não tardamos a dormir. As estações da lua rápidas se sucedem e o tempo passa.
Como gostaria de saber se tudo passou como querias.
Tenho em mãos a carta que mandastes, cheia de sonhos a enriquecer o amarelado papel.
Hoje já não digo o mesmo do e-mail, basta a frieza do imprimir ou o deletar.
Espero que tenhas ainda minha resposta, cá fico, e entre as folhas de um estimado livro guardo e escondo simultaneamente a carta que me mandastes.

Bérgson Frota
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Publicado no O Povo em 07.11.2009
Gravura : cata-letras.blogspot.com
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Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.

24.10.09

NO SERTÃO UM CANTO (1)













Por
Gonçalo Felipe
(poeta de Nova Russas)

O meu nome é Expedito Catunda de Pinho
E o nome de quem será sempre minha deusa
Sempre foi e será o de minha Maria Neusa
minha esposa e companheira, que no caminho
Desta vida, deu-me amor e deu-me carinho
E ainda deu-me mais: os nossos oito filhos
Que os criamos vencendo os empecilhos
E que hoje cada um segue o seu rumo
Com a vontade de Deus eu me acostumo
Vendo eles seguindo em outros trilhos

Francisco Eduardo Aragão Catunda
Ou por outra, simplesmente Eduardo
Tem três filhos que também no peito guardo
Aonde o amor de pai também inunda
Amor este que só brota e não afunda
Em recompensa dele eu ganhei três netos
Deus permitiu que eu tenha até bisnetos
Com todos eles a minha alegria é dividida
Deus permita que cada um em sua vida
Só pratiquem boas ações e atos corretos

José Cesar Aragão Catunda.
Cesar, Deus o levou prá perto Dele
Foram quatro os filhos que ele
Deixou para ser seu seguimento
Deus ajude-os e em nenhum momento
Eles façam o que Ele não determina
Pois na vida tem ato que não combina
Com aquele que à ele se rende
Sábio mesmo é quem aprende
As lições que a vida ensina

Rosina Maria Aragão Soares
Rosina, tem três filhos, três amores
Três bálsamos que aliviam dores
Hoje estão cada um em seus lugares
Eu não vejo motivos prá pesares
Só me vem alegria e não tristeza
No dia em que partir levo a certeza
Que por Deus eu fui bem recompensado
De todos eu consegui de bom agrado
O carinho, o amor e a gentileza

Maria de Lourdes Aragão Catunda
Dalinha, como é mais conhecida
Os dois filhos que são tudo em sua vida
Como ela e os irmãos o são na minha
Hoje relembro o tempo que eu tinha
De cada um a presença toda hora
A saudade é quem está presente agora
De certa forma me falta algum carinho
Tem momentos que eu fico tão sozinho
mas eu sei que a Neusinha não demora

Sônia Maria Aragão Catunda
Déia como sempre assim chamada
Com dois filhos segue a caminhada
No caminho da moral e do respeito
Também ela tem morada em meu peito
Bem como, tem os outros irmãos seus
A todos peço que segurem a mão de Deus
Quando eu estiver em outra moradia
Estarei os olhando todo dia
Lembrem disso oh queridos filhos meus

Expedito Aragão Catunda
Dito, como assim o povo o chama
com os dois filhos que ele tanto ama
Pelo nome faz o meu ficar lembrado
Do seu peito o meu sangue é bombeado
Meu vigor foi para ele transferido
Como os outros ele também é querido
Que Deus tenha cada um em suas mãos
Ele se alegra com amor entre os irmãos
E assim sendo o nosso Deus será servido

Antônio Aragão Catunda
Tony, com um filho que adora
Faz com ele aquilo que fiz outrora
É o ciclo da vida se cumprindo
Um cenário que até parece lindo
E é aí que a mão de Deus atua
Saindo o pai, seu filho continua
E o caminho da vida nunca é findo

Manoel Aragão Catunda
Nelito, quatro filhos Deus lhe deu
Findei a conta de mais um filho meu
Nesta vida que me deixa o corpo bambo
A ladeira que agora já descambo
No prosseguimento da viagem
Nas dores o Senhor faz a massagem
Me da forças no apoio da bengala
Eis ai o meu canto que não cala
Assim fiz do canto uma mensagem
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NOTA DO BLOG: esta é uma homenagem do SUAVEOLENS à família de nossa poetisa DALINHA CATUNDA mediante os versos do poeta novarussense Gonçalo Felipe
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Gonçalo Felipe é o poeta de Nova Russas que nos brinda com poesias sobre nós, sobre Ipueiras, sobre nosso pé de serra, enfim sobre a vida de todos nós. Apresentado que foi pelo ipueirense Francisco Costa, integrou-se rapidamente à equipe do Suaveolens com sua capacidade de fazer amigos.

16.10.09

A GRAVATA E O PROFESSOR

NOTA DO AUTOR: Amiga(o)s, No próximo dia 20, às 15 horas, deverei, com ilustre plêiade de colegas do Ceará, estar recebendo medalha alusiva ao Dia do Professor, pela Assembléia Legislativa do Ceará, por proposta do deputado ex-reitor da UVA, Teodoro Soares. O dia e caminhada do professor evocam-me, desde o início dos anos 2000, o artigo que escrevi em 17.10. 2001 abaixo. Que todos – os que são professores – tenham um feliz “Dia do Professor” ***
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A GRAVATA E O PROFESSOR
Por
Marcondes Rosa de Sousa
O Povo – 17.10.2001 “
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"Dia do professor. Recebi de presente uma gravata. Tenho vontade de me enforcar com ela”. É mensagem que, de professor universitário, recebo por via eletrônica. Com ela, artigos vários. Todos sob o tom do “não há o que se comemorar”. O dia inteiro, como outro qualquer. Salvo as escolas fechadas.

Um só telefonema a destoar: Parabéns, hoje é nosso dia – rejubila-se uma colega. Por instantes, fico a pensar na farisaica convivência, em nossa sociedade entre retórica e realidade, quando o tema é o professor.

Ator importante, nesta “era do conhecimento”. Afinal, a economia (todo repetem) não mais se gera na fazenda, na indústria ou nos bancos, mas na escola. E a inclusão social não se opera a não ser pela escolaridade, única via para a distribuição da renda.

Essa retórica, contudo, não chegou à contabilidade, que não tem formas de escriturar a “propriedade intelectual”. Enquante isso, os professores, nas filas dos crediários e dos bancos, continuam a amargar mil vergonhas.

Róseos tempos já tivemos. Foi quando a música popular e a literatura decantavam a normalista. Ou quando os professores do velho Liceu do Ceará ostentavam vencimentos iguais a nossos desembargadores.

Uma repórter me desperta dos sonhos nostálgicos. Ela quer invadir-me a intimidade dos contracheques. Em pauta, os ditos “supersalários” da Universidade Federal do Ceará (UFC), requentados sob piada de revista nacional.

Em casa, à noite, ouço com orgulho o filho Leonardo, com sua Banda Matutaia, após apresentação no “Ceará Music”, construindo castelos da fama por vir, na contramão da via do pai.

Ante o espelho, vejo-me ao peito não medalhas nem gravatas. Apenas cicatrizes de um peito dilacerado. Marcas em mim deixadas pela vida. Sinais de marcas outras que deixei nos alunos. No peito, decerto, a honra e o respeito. E isso me basta.

Tal qual César, ouso afirmar: “Vim, vi, venci”.
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Figura: site da Associação Catarinense de Ensino - Faculdade Guilherme Guimbala
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Marcondes Rosa de Sousa, advogado, é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECe). É uma das maiores autoridades em educação do Brasil. Ex-presidente do Conselho de Educação do Ceará e do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação, é Colunista do jornal " O Povo ", onde mantém seus artigos quinzenais.

11.10.09

HÁ UM RIO EM MIM (!?)

De
Ângela Rodrigues Gurgel

Quem olha este rio sereno
Não pode imaginar
As enormes cachoeiras
Em que ele pode se transformar

Vendo essas águas límpidas, azuis,
Não sabe dos lamaçais, das águas barrentas
Que arranca árvores, provoca enxurradas.

Quem olha essas águas silenciosas
Desconhece o barulho de suas quedas
E as muitas tragédias que ele um dia carregou.

Por trás do rio tranquilo, há uma cascata
Sempre pronta a desaguar, jogar cacos no ar
E uma nova correnteza criar.
.
O rio, por mais tranquilo que seja,
Sempre esconde mistérios
É preciso cuidado ao mergulhar...
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Foto: rio Caí, no Rio Grande do Sul
site fatonovo.com.br/img/passeio_rio.jpg
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Ângela M. Rodrigues de Oliveira P. Gurgel, poetisa, nasceu em Mossoró-RN, tendo vivido em outras cidades do Rio Grande do Norte (Almino Afonso, Caraúbas, Caicó e Natal) e do Pará (Tucuruí e Marabá). Atualmente mora em Mossoró-RN. É formada em Ciências Sociais e Filosofia na UERN (Universidade do Estado do RN). Já exerceu o cargo de Secretária de Educação em Caráubas, onde também foi Diretora de uma escola de Ensino Médio. Autora do livro Ensaio Poético. Coleção Mossoroense. Fundação Vingt-un Rosado. Série C vol. 1561. Abril de 2009

22.9.09

O DIA SEGUINTE

Por
Luiz Alpiano Viana

As flores, no dia seguinte, são frutos...
As rosas serão, para sempre, o símbolo da pureza;
A oração é meio de comunicação.
Entre quem, então? Todos sabem...

Nas matas, cantam os pássaros belas sinfonias!
No fim das águas secam-se os córregos;
Pétalas de rosas caem quando o vento açoita
E morrem as mudas quando a chuva escassa.

O jardineiro varre as folhas que caem,
Não deixa uma solta, sequer.
E novamente o vento as espalha,
Xingando quem limpou o chalé.

Vez há que o sol chega ressacado,
E, aos poucos, da bruta farra se refaz.
Abre o olho, ainda meio sonolento,
inundando de luzes e cores, campos e pomares.

Chama o sapo sua companheira,
Para, durante a noite, não morrer de saudade.
Ela, como fêmea vaidosa se apressa,
E retoca cuidadosa a maquillage.

O sol se vai a busca de outro dia,
E, de volta, traz a noite para o deleite dos casais.
As garças se acomodam nos galhos secos das velhas oiticicas
que sem pincel pintam a noite de branco, e, o sol, o entardecer de doirado.

Com ternura os casais se aconchegam,
E sem medo, se tocam, se olham e se beijam.
A coruja caça uma caça apressada,
Pois seu filho não tardará a acordar.

O ronco do vento amedronta!
Até os cabritos em alvoroço se juntam.
E, no meio da noite, um bebezinho chora,
E a mãe como santa, dá-lhe o conforto da mama,
E desse modo o consola.

A luz da cidade é fosca
E aumenta a insegurança que reina como quer.
As ruas estão quase vazias,
Mas ficam intransitáveis assim mesmo desertas.

Os pratos nunca mais foram usados;
A ferrugem deu roupa nova aos talhares.
Infeliz época vive o miserável,
Que o próximo não vê e o deixa sem fé.

O café não tem doce, é amargo!
As pernas tremem, não podem andar;
É assim que nosso veleiro navega:
Excluído, não sabe aonde chegar.

Promete o pastor que Cristo tem hora!
Quem nele acredita, tem mais esperança;
Quem dele descorda, não verá da Aurora a chegada.


Luiz Alpiano Viana, é um ipueirense apaixonado por sua terra natal. As suas memórias e saudades de Ipueiras estão sempre presentes em suas crônicas, a exemplo de “Saudade” e “O astuto cirurgião”, narrativas que trazem de volta velhas e boas recordações. Tendo morado na cidade de Crateús/CE e em Brasília/DF, atualmente reside em Forteleza/CE e é funcionário aposentado do Banco do Brasil.

13.9.09

UM HERÓI CEARENSE

Por
Bérgson Frota

Nascido em Fortaleza a 24 de novembro de 1941, João Nogueira Jucá foi um jovem que como muitos de sua época e idade tiveram seus sonhos, queria ser Oficial da Marinha, e para isso preparava-se, cursando na época o Científico no Colégio São João e freqüentando com dedicação uma academia de ginástica, fato que lhe dava um físico forte combinado à altura que tinha.

Mas para ele reservava o destino outro caminho, que deixaria para sempre seu nome na nossa história, o nobre sacrifício de sua vida em prol de outras tantas.
Na tarde de 04 de agosto de 1959, precisamente às 14h:20m, uma grande explosão se deu na Maternidade Dr. César Cals.

A seguir, começou com estrondos um grande incêndio e também a enorme correria da população local em busca de afastar-se o mais rápido possível do lugar, pois as labaredas em poucos segundos já iam altas.

Um jovem de porte atlético, que junto a outros amigos passava próximo, ao contrário dos que com medo, afastavam-se ante os gritos lancinantes por socorro que se ouvia de dentro da maternidade, lançou-se sem pensar junto a vários outros abnegados para dentro do hospital que já ardia.

De lá saíam trazendo recém-nascidos nos braços e parturientes feridas.

Outras grandes explosões eram ouvidas e a maternidade transformava-se agora numa dantesca sala de grandes labaredas.

O tempo em minutos parecia uma eternidade diante do poder destrutivo do fogo que alimentado por estoques de balões de oxigênio só fazia aumentar.

Dos que laboravam naquele socorro, não se poderia omitir a coragem daquele jovem que vinha e voltava rápido, trazendo crianças e mulheres, o corpo já queimado parecia não ser empecilho para a coragem e o heroísmo daquela grande alma.

Gritavam alguns para que parasse, pois no corpo já se via fogo. Suas vestes carcomidas deixavam a carne viva transparecer, e a quem assistia na tamanha confusão mais comovido ficava diante daquele ato nobre e corajoso.

O número de vidas que salvou este jovem herói nunca foi ao certo calculada, entre recém-nascidos e parturientes estima-se 25 pessoas, da tragédia que resultou em quatro mortes e inúmeros feridos.

Na última tentativa de mais uma investida para dentro das labaredas, foi fortemente detido e caiu desfalecido. O corpo deformado, as queimaduras de terceiro grau lhe tomavam 80% de todo o corpo, mas pareciam não deter sua ânsia de salvar quantos fossem. As forças porém já não mais respondiam a sua férrea vontade.

Em 11 de agosto de 1959, na Assistência Municipal, depois de muita agonia e sofrimento, intercalando lucidez e delírio, sem nunca ter se arrependido do que fez, veio a falecer aos 17 anos este grande cearense.

O exemplo de João Nogueira Jucá, moço de personalidade altiva e grande amor ao próximo ficou-nos, e são como marcos eternos na terra, e marcas indeléveis nas almas de quem os praticou, presenciou ou escutou tais feitos, não deixando de transparecer com isso a tênue, mas conflitante divisão perene entre o divino e humano latente e por vezes exposto nos grandes atos de altruísmo raros mas presente pela natureza humana praticados.
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(Foto do busto de João Nogueira Jucá, situado na Praça da Lagoinha (Capistrano de Abreu) – Arquivo do autor)
Publicado no O POVO (Fortaleza-CE) em 12.09.2009.
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Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.
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NOTA DO BLOG: Oportuníssimo e elogiável o presente artigo do escritor, contista e cronista Bérgson Frota. O estudante João Nogueira Jucá foi meu colega no Colégio São João no ano de sua morte, em 1959. Egresso do então Ginásio 7 de Setembro eu recém ingressara naquele colégio. Lembro-me de João Nogueira. Discreto, atlético, sereno. O DECRETO Nº 27.142, DE 18 DE JULHO DE 2003 DOE nº 136, 21 de julho de 2003 que dispõe sobre condecorações e medalhas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, assinado pelo então governador Lúcio Gonçalo de Alcântara, por Carlos Mauro Benevides Filho e Francisco Wilson Vieira do Nascimento, cria, entre outras, a Medalha de Bravura Herói João Nogueira Jucá. No decreto há uma justificativa: "Considerando a necessidade de reconhecer o relevante trabalho daqueles que têm contribuído de forma significativa para o desenvolvimento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará..."
A foto ao lado, de João Nogueira Jucá, pertence ao acervo da Câmara Municipal de Fortaleza.

Jean Kleber

7.9.09

PELA ORDEM E PELA PÁTRIA

Por
Dalinha Catunda
.
Como podes está contente,
Deveras, “ó mãe gentil”,
Se o descaso dos políticos,
È visto, fora e dentro do Brasil.
Manchando o nome da nação,
Envergonhando a população,
E esquecendo o amor servil.

Ó minha pátria querida,
Prometo-te de coração
Que hei de defender-te.
E será na próxima eleição.
Na hora de dar meu voto
Da nação serei eu devoto
E não de qualquer facção.

A pátria merece respeito,
Do analfabeto ao letrado.
Porém, hoje, o país padece,
Com os escândalos do senado
Por isso “Vossas excelências”
Governem com mais decência
Pois estamos envergonhados.

Pela ordem! Hoje quem pede,
São os filhos desta nação,
Que deputados e senadores,
Acabem com a corrupção,
E que o senhor presidente
Não seja esse ser ausente,
Se é que tem o poder nas mãos.

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Foto: site picarelli.com.br
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Maria de Lourdes Aragão Catunda – Poetisa, Escritora e Cordelista. Nascida e criada em Ipueiras-CE, conhecida popularmente como Dalinha Catunda, vive atualmente no Rio de Janeiro. Publica nos jornais "Diário do Nordeste" e "O Povo", nas revistas "Cidade Universidade" e "Municípios" e nos blogs: Primeira Coluna, Ipueiras e Ethos-Paidéia. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. É co-gestora convidada do blog Suaveolens, além de ter blog próprio: (cantinhodadalinha.blogspot).