Suaveolens

Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS

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Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, na Universidade Rural. Obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.

3.2.12

ESTUDO MORFOLÓGICO E AVALIAÇÃO FITOSSANITÁRIA DE PLANTAS DE Pfaffia glomerata ORIUNDAS DE AUTOSEMEADURA

AUTORES: Franque Natelce Salviano e Ismael de Andrade Cunha

ABSTRACT: The goal of this work is to describe morphological and phenologically some genotypes of Pfaffia glomerata obtained by self-sowing and assess his reaction to the nematode Meloidogyne javanica . After the growth of "seedlings" by one year, the presence of the nematode Meloidogyne javanica in the roots was checked, and seedlings were transplanted to new vessels. Morphological and phenological assessments were made 60 days after the transplant, to sort groups of types. The collected data were: foliar sheet shape, pilosity, phenology, the severity of viruses and pest records. It was concluded that plants from self sowing showed high segregation of morphological characters. Plants from Pfaffia glomerata presented interesting diversity in reaction to parasitism of Meloidogyne javanica. Pfaffia glomerata self-sowing plants at glasshouse has proved to be very efficient in producing new and abundant plant genetic diversity.
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RESUMO: A espécie Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen, Amaranthaceae, é encontrada ocorrendo sub-espontaneamente em todo o Brasil. Suas raízes são usadas popularmente como tônico, anti-tumoral, afrodisíaco e complemento alimentar, entre outras indicações. Esta espécie tem sido coletada drasticamente na natureza. O objetivo do presente trabalho é descrever morfológica e fenologicamente genótipos de Pfaffia glomerata obtidos por autosemeadura e avaliar sua reação ao nematóide das galhas Meloidogyne javanica. Após o crescimento dos “seedlings” por um ano foi levantada a presença do nematóide das galhas Meloidogyne javanica nas raízes, tendo sido as plantas a seguir transplantadas para novos vasos com terra nova (mistura EEB). As avaliações morfológica e fenológica foram feitas 60 dias após esse transplante, visando classificar grupos de tipos. Os dados coletados foram: índice de afilamento do limbo foliar, pilosidade, a fenologia, a nota de severidade da virose e o registro de pragas. Concluiu-se que as plantas oriundas da auto-semeadura de Pfaffia glomerata apresentaram elevada segregação de caracteres morfológicos. As plantas oriundas da auto-semeadura de Pfaffia glomerata apresentaram interessante diversidade de reação ao parasitismo de Meloidogyne javanica. A autosemeadura em Pfaffia glomerata em casa-de-vegetação tem se revelado muito eficiente em produzir novas e abundantes plantas com diversidade genética.
SALVIANO, F. N.; CUNHA, I. A. Estudo morfológico e avaliação fitossanitária de plantas de Pfaffia glomerata oriundas de autosemeadura. 2011. 34 f. Monografia (Bacharelado em Agronomia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
SALVIANO, F. N.; CUNHA, I. A. Morphological study and phytosanitary evaluation of Pfaffia glomerata plants from self-sowing. 2011. 34 f. Monograph (Bachelor's degree in Agronomy) — University of Brasília, Brasília, 2011.

ANDANDO PELO SERTÃO

Por
Dalinha Catunda
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Eu voltei ao Ceará
Fui rever o meu rincão.

Passeei pelas caatingas

Pisei com gosto em meu chão

Coloquei o meu chapéu

O sol ardia no céu

No calor do meu sertão
*
Subi no pé de caju
Como fazia em menina.

Peguei no pé de angico

Um pouquinho de resina

Abracei carnaubeira

A conhecida palmeira

Desta terra alencarina.
*
No caneco de alumínio
Água de pote bebi.

Tinha pedras no caminho

Em cima duma subi

Fiz uma farra danada

Andando pela estrada

Da terra em que eu nasci.
*
O tempo passou bem rápido,
Achei que passou ligeiro,

Pois já estou novamente

É no Rio de Janeiro!

Terra de são Sebastião

Distante do meu sertão

Ô destino aventureiro!
Maria de Lourdes Aragão Catunda, nascida em Ipueiras-Ceará, é conhecida nos meios literários como Dalinha Catunda, é poetisa, cordelista e cronista, sendo membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Também tem blog próprio - cantinhodadalinha.blogspot.com.

2.2.12

LIVRO DE BÉRGSON FROTA EM 2012

"Este livro foi escrito com o propósito de lembrar, e nesta lembrança tocar quem da cidade conheceu seus personagens. Nele está uma tênue nostalgia, uma lembrança tardia, que por mais que queiramos, não volta mais. Tudo se vai, registremos e aproveitemos as histórias, que apesar de terem sido escritas por uma mão, sobre ela pesaram a mão de todos os ipueirenses."
Bérgson Frota
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NOTA DO BLOG
O livro apresenta vinte e cinco crônicas, sobre personagens marcantes da história de Ipueiras. Pelos títulos quase sempre é possivel saber de quem se trata:
- O ultimo carnaval
- À mestra com carinho
- As pernas da Carolina
- O caixão escondido
- E o mudo falou
- Boré
- O forró da lua cheia
- O fotógrafo da vida
- Do diário de um pracinha
- Era uma vez seu Idálio
- A pena e o tinteiro
- O jumento cantador
- O velho e o rio
- O profeta da lua
- O berro do bode
- A dama e o piano
- O galo dourado
- A obra prima
- O gênio sonhador
- O vestido de Madalena
- Lembrança de um tio
- O louco Zacarias
- O poeta dos passarinhos
- O telogo
- O saudoso locutor

29.1.12

O olhar de Verissimo sobre o BBB


Luis Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro

O olhar de Verissimo sobre o BBB
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
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From: site bolsademulher.com/forum/amor/f64/183126/
Foto: exame.abril.com.br

20.1.12

O VELHO VAQUEIRO




Por Dalinha Catunda



*


O Velho vaqueiro chora


Com saudades do passado.


Mesmo c’um nó na garganta


Solta um aboio chorado


Num relembrado penoso


Lacrimeja o desditoso


No seu canto acabrunhado.


*


Pita um cigarro de palha


E puxa pela memória


Buscando em cada pitada


Um pouco de sua história


Coloca e tira o chapéu


Olha pro chão e pro céu


Nas cenas da trajetória.


*


Hoje somente a saudade


Habita seu coração.


Pois morando na cidade


Vive de recordação,


E chora pela boiada


Que por ele era tocada


Nas quebradas do sertão.


*



Dalinha Catunda


Produtora Rural


Dalinhaacmail.com
Maria de Lourdes Aragão Catunda, nascida em Ipueiras-Ceará, é conhecida nos meios literários como Dalinha Catunda, é poetisa, cordelista e cronista, sendo membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Também tem blog próprio - cantinhodadalinha.blogspot.com.




14.1.12

O Telefone de Lata


Por Bérgson Frota

Na época atual, dos celulares cada vez mais avançados, e últimas novidades mais e mais impressionantes no campo das comunicações. Fico eu a tudo isto ver, e não deixo de lembrar dos nossos velhos telefones de lata, de quando ainda criança.

Eles que eram brinquedos rústicos, cria genuína de nossa criatividade e porque não dizer, fruto de nossas mais mirabolantes fantasias.

Fugindo do fantasioso e voltando ao antes tão esperado e já chegado século XXI, ficamos a nos espantar de como lá longe, em meados da década de setenta do século passado, imaginávamos ser o século que vinha.

Quando o televisor colorido era raro e a imagem, esta fazia-nos desejar óculos.

Os telefones pretos e pesados com o círculo de números a discar. Deus do céu, quem naquela época imaginou sequer o celular.

Computadores seriam máquinas enormes, cheias de luzes a piscar e vários discos de fita num rodar contínuo.

Vendo hoje então, a velocidade e o surgimento de tantas novidades a nos servir e maravilhar, parecendo surgir a cada dia um novo produto, não é de se espantar.

Hoje fico a pensar nos nossos telefones, feitos com grandes ou pequenas latas, tendo um fio a ligar uma à outra, sempre esticado a transmitir sons e “mensagens secretas”.

Já longe é quase bizarro conceber a existência de tal brinquedo. Mas quem iria questionar na época, o nosso primitivo meio de se comunicar.

O telefone de lata ficou no passado, existiu e nos divertiu, dando ainda mais riqueza a um mundo infantil que não volta mais.

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Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.

6.1.12

Meu encontro com a Virgem de Fátima

Por
Marcondes Rosa
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Dias atrás, em duas ocasiões, participo, a convite de meu irmão Walmir Rosa de Sousa e, após, de minha irmã Solange Rosa Marques, da visita a seus lares da imagem de Nossa Senhora de Fátima.
O fato me faz recordar os tempos de criança, quando Ipueiras recebia a visita da imagem original de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal. Postava-me eu, à noite, a praça cheia frente à matriz cheia, eu ajoelhado feito o Pastorinho Jacinto. De repente, o padeiro Vicente, surdo-mudo, não se contém e literalmente grita num “Viva Nossa Senhora de Fátima”, para o espanto geral...
Pouco tempo depois, Padre Correia, vigário de Ipueiras, valendo-se de suas relações com Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra, bispo de Petrópolis e visitador apostólico dos seminários no País, indica-nos, a mim e a Frota Neto, para o Seminário Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis.
Após o primeiro ano, a surpresa. Dom Cintra, em solenidade, anuncia ter eu conquistado a maior nota, convocando-me para a recepção do troféu. Levanto-me, sem jeito, e, ao receber a comenda, devolvo-a num suposto gesto de humildade. Do bispo, recebo, em incomodantes palavras, lição a estabelecer a diferença entre “vanitas” e “veritas”, numa crítica ao fato de não haver eu aprendido a lição...

Em conversa com Luís Marques, marido de minha irmã, ele, ex-marista, nos conta haver estado em Portugal, no santuário de Fátima, e ter orado bem em

frente à azinheira sobre a qual Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos. Fala-nos ele nos milagres que lá viu e que neles acredita. A primeira imagem, seguindo indicações de irmã Lúcia, foi oferecida pelo arcebispo de Évora, em 13 de maio de 1947, percorrendo, desde então pelo mundo todo.

E nos conta que, desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria peregrinos por todo o mundo.

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Marcondes Rosa de Sousa

marcondesrosa@terra.com.br

Professor da UFC e Uece

 

2.1.12

DESEJOS (por Carlos Drummond de Andrade)

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade


Nota do Blog: ...para celebrar a chegada do NOVO ANO DE 2012!