Suaveolens

Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS

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Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, na Universidade Rural. Obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.

2.1.19

O DIA SEGUINTE À POSSE DO PRESIDENTE. ALGUMAS FRASES COLETADAS NO JORNAL



O DIA SEGUINTE À POSSE DO PRESIDENTE. ALGUMAS FRASES COLETADAS NO JORNAL
Por
Jean Kleber Mattos

No dia seguinte à posse de Jair Bolsonaro,  o jornal Correio Braziliense trazia a manchete “Choro, beijo e proposta de reconstruir o Brasil”. Em meio às notícias recolhi algumas frases relativas ao evento de 01 de janeiro de 2019, dia da posse.

1. “...conseguimos montar um governo sem conchavos ou acertos políticos, formamos um time de ministros técnicos e capazes de transformar o nosso Brasil” (Jair Bolsonaro - discurso de posse).
2. “Vossa excelência está recebendo o país com diversos ajustes feitos aqui nesta Casa. O Congresso não deixou nenhuma pauta-bomba ou herança maldita” (Eunicio Oliveira, MDB – presidente do Senado)
3. “Tão logo assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro mostrou que a caneta “Bic” que usou para assinar o termo de posse começou ao ano afiada”. (Hamilton Ferrarri e Rosana Hessel –colunistas do Correio Braziliense, sobre o aumento do Salário Mínimo).
4. “Do ponto de vista do mercado, é tudo que se queria ouvir” (André Perfeito – economista, sobre o discurso de posse)
5. “Nada do que ele disse tem valor no governo” (Paulo Pimenta, PT-RS – Deputado – sobre o discurso de posse)
6. “Afetar a imprensa internacional, assim, tem toda uma série de implicações políticas possíveis” (Nilton Lage, professor aposentado de comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina – sobre às restrições ao trânsito da imprensa internacional na posse)
7. “Estamos todos de um lado só. Juntos alcançaremos o Brasil próspero, com amor, ordem, progresso, paz, educação e liberdade para todos” (Michelle Bolsonaro – no discurso em Libras no parlatório)
8. “É um grande dia para os brasileiros e para Israel, também. Brasil e Israel são irmãos” (Benjamin Netanyahu – primeiro ministro de Israel)
9. “O Chile vai fortalecer as relações com o Brasil em todos os ângulos” (Sebástian Piñera –Presidente do Chile)
10. “Congratulações ao presidente Jair Bolsonaro, que acabou de fazer um grande discurso de inauguração” (Donald Trump – presidente dos USA pelo Twitter, sobre o discurso de posse)
11. “O Brasil tem uma comunidade portuguesa fortíssima. Eu próprio tenho netos morando no Brasil” (Marcelo Rebelo de Souza, presidente de Portugal)
13. “As relações Bolívia-Brasil têm raízes profundas de irmandade e complementariedade dos nossos povos” (Evo Morales – presidente da Bolívia)
14. “Que a paz esteja com você, na sua casa e em todos os seus caminhos” (Legenda da placa ofertada pelo rabino Sany Sonnereich ao presidente Jair Bolsonaro.
15.“A política permanece necessária para promover consensos. E caberá aos novos governantes e congressistas promover os parâmetros” (Cristovam Buarque, PPS – Senador)
16. “Tenho muita fé de que vamos conseguir mudar a história do país. A posse foi um momento de grande emoções, onde exercemos o nosso amor pelo Brasil, a nossa pátria. Essa é minha bandeira e o presidente me representa” (Maria Ribeiro, médica, visitante oriunda de Manaus)



26.12.18

MEMÓRIAS:ÔNIBUS SONORO DE NATAL EM FORTALEZA

Foto da igreja> fortalezaemfotos.com.br

ÔNIBUS SONORO DE NATAL EM FORTALEZA

Por Jean Kleber Mattos

Em Fortaleza, na Igreja do Cristo Rei, templo católico situado no Bairro da Aldeota, havia um coral a quatro vozes denominado Coral Pacelli, denominação que homenageava o Papa Pio XII, cujo nome de batismo era Eugênio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli.
Eu fazia parte do coral, na ala do baixo. O regente era um jesuíta chamado Padre Marques. Em conjunto com o coral, havia órgão, violino e violoncelo conforme a natureza da cerimônia.
O coral cantava aos domingos, na missa das dezessete horas, comovendo os fiéis com o som extraordinário. Além disso, éramos contratados para cantar casamentos e algumas missas de réquiem.
Nas grandes festas católicas, cantávamos em outras paróquias da capital e no interior do Estado. Não raro, apresentávamo-nos na televisão, isso sem falar na gravação de discos de hinos comemorativos de grandes eventos religiosos.
Numa noite do período natalino de 1962, de volta de uma das apresentações, percebi que o ônibus que conduzia o coral, cruzaria as principais avenidas de Fortaleza. Propus então aos colegas, que déssemos um “show” dentro do ônibus mesmo, em homenagem aos fortalezenses que estavam na ruas.
Imaginei aquele ônibus sonoro passando pelas ruas da cidade, despertando os sentimentos dos passantes. Os colegas “toparam” de imediato.
O ônibus sonoro cruzou aquelas ruas de Fortaleza conduzindo um coral de quatro vozes em plena “performance”, entoando as tradicionais peças de Natal, com destaque para “Adeste Fidelis” e “Christmas Pine”.
As pessoas na rua votavam-se curiosas e logo enterneciam-se com o “show”.
Eu estava feliz. Como adolescente de dezessete anos, pela afirmação. Afinal eu tivera aquela ideia. Como ser humano, por fazer parte de um grupo tão especial. Naquele Natal eu me senti plenamente gratificado.
Hoje passados tantos anos, reencontro, desta vez no “Facebook”, Tania Gurgel do Amaral e Paulo Sarasate Gurgel do Amaral dois irmãos, amigos e colegas daquelas aventuras musicais.
Deus seja louvado.


12.11.18

AS CAMISETAS QUE CONTAM HISTÓRIAS


AS CAMISETAS QUE CONTAM HISTÓRIAS
Por
Jean Kleber Mattos

Tradição por aqui, após algum tempo de uso as roupas são doadas em campanhas de caridade para vestir quem delas precisa e não pode comprar. Recentemente minha mulher me pediu que fizesse uma busca no guarda-roupa para destinar algumas peças à caridade.

Foi um momento interessante pois percebi que algumas camisetas contam histórias e, por mais velhas que sejam, delas não queremos nos desfazer, preferindo destinar à caridade roupas mais novas e de qualidade.

E porque este amor às camisetas ditas históricas?

Os motivos são vários. O principal é deles é quando lembramos que a camiseta foi adquirida num momento especial. Um casamento, um aniversário, um encontro, um evento importante, enfim. O outro motivo é o afeto que dispensamos a pessoa que nos deu a camisa. Além disso, e este é um motivo mais prosaico, a qualidade da malha importa sem duvida (risos).

Seguem abaixo fotos de algumas camisetas históricas de minha mala e os motivos de virarem peças de museu.

FOTO NÚMERO 1
Da esquerda para a direita na FOTO número um, vemos a CAMISETA AROEIRA do Centro Acadêmico de Agronomia da ENA-Km 47, no Rio de Janeiro, que ganhei de minha estagiária carioca. Segue a CAMISETA OSCEB que vesti anos passados quando trabalhei num Bazar Natalino em Brasília. Aquele foi um grande Bazar. A terceira é a CAMISETA APA GAMA que ganhei de minha comadre Jeanini Felfili quando ainda viva, no dia em dei uma palestra para seu grupo. Malha de primeira. A quarta faz parte da serie CAMISETAS DE FUSCA que sempre ganho dos amigos que conhecem a minha preferência por aquele carro.


FOTO NÚMERO 2
Da esquerda para a direita na FOTO número 2, vemos a CAMISETA CURSO DE FITOTERAPIA, que proferi em Goiânia pelo Grupo Gral e Pistilo, com o grande mestre Orestes Scavone. A camiseta é promocional e tem meu nome e o do Orestes. Quatrocentas pessoas no auditório. Inesquecível. A lado, cor marrom, a CAMISETA CHICO XAVIER que tem na lapela uma discreta efígie do líder espiritual, a qual adquiri num bazar espírita em Brasília. A terceira ganhei de minha filha quando ela foi fazer o doutorado na França. A quarta é uma camiseta de um encontro internacional de nematologia, que um colega que lá esteve (Canadá) trouxe para mim.

FOTO NÚMERO 3
Da esquerda para a direita na FOTO número 3 temos a camiseta vendida anos passados pelo alunos de Física da UnB, quando eles candidataram a reitor, a cadela que eles criavam no Centro Acadêmico chamada GENI. Segue a camisa APOSENTADO que comprei quando estava em companhia de meu saudoso pai, na Feira dos Importados em Brasília. A terceira é uma promoção de um loteamento que meu cunhado estava lançando em Corumbá anos passados. Muita esperança de sucesso e malha de primeira qualidade. A quarta é a tradição dos homens da família. Torcer pelo VASCO DA GAMA.


FOTO NÚMERO 4
Da esquerda para a direita na FOTO número 4, a primeira camiseta, de côr abóbora, foi um presente de um colega e amigo, co-fundador do Nematology Solutions Associates -USA. A seguinte é uma camisa. Adquiri-a para comparecer à festa de bodas de prata de um amigo, cujo tema era CARIBE. Ela está acompanhada de uma boina Rastafári. O Traje fez sucesso na festa. A terceira adquiri num CONGRESSO NACIONAL DE OLERICULTURA. No bolso caprichosamente bordado vê-se um tomate, alguma folhagem e os dizeres: "Hortaliças sabor e saúde"


***

Jean Kleber Mattos. Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado, até os oito anos de idade. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Doutor em Fitopatologia,  atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília

9.11.18

A PESQUISADORA (homenagem em versos por Jean Kleber)


A PESQUISADORA

Por
Jean Kleber Mattos

Conferindo a escala
titulando o líquido
fazendo uma química
aquela, analítica
que tanto trabalho
no banco acadêmico
de todos exige
a bela mulher
ocupa o espaço
de tanta ciência
parece perdida
no mundo formal
porem ao sorrir
ilumina o ambiente
e mostra pra gente
que tão racional
embora ela seja
mantêm-se mulher
de tanta brandura
pois sabe que veio
ao mundo tão feio
para ser o oásis
de encanto e beleza
fazendo aos mortais
saber da virtude
que embora escondida
a quem quiser ver
ela se revela
tornando a existência
suave e feliz

***

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado, até os oito anos de idade. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Doutor em Fitopatologia,  atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília

3.11.18

A PRODIGIOSA ORAÇÃO DE SÃO BERNARDO


São Bernardo de Claraval

PRODIGIOSA ORAÇÃO DE SÃO BERNARDO

(compilado por Jean Kleber Mattos) 

São Bernardo nasceu em 1090, no Castelo de Fontaine, região de Borgonha, França, filho de família nobre. A mãe era conhecida por ser um mulher virtuosa, venerada como bem aventurada. Era o terceiro de sete irmãos.

Era um jovem belo e inteligente. Cedo, ainda aos nove anos destacou-se em literatura na Escola Canônica. Em 1112, aos 22 anos, Bernardo entra na Abadia de Cister, também em Borgonha. Fundou a Abadia de Claraval no vale de Langres em 1115, tornando-se o seu primeiro Abade, com apenas 25 anos. Ele ficou conhecido na literatura católica como Bernardo de Clavaral.

O Mosteiro chegou a ter 700 monges, inclusive Henrique de França, irmão do Rei Luís Vll, que mais tarde foi bispo e arcebispo de Reims. Com o passar dos anos, São Bernardo fundou 72 casas da ordem dos Cistercienses na França e em vários países da Europa. Participou ativamente do Concílio de Latrão, como secretário. Participou também do Concílio de Troyes, onde exerceu grande influência, e do Concílio de Reims, sempre a pedido do Papa, para tratar de todos os assuntos da Igreja.

Sua devoção para com a Virgem Maria era incomparável. Quando estava na Alemanha, na catedral de Spira, ajoelhou-se por 3 vezes dizendo: Ó Clemente; Ó Piedosa; Ó Doce Virgem Maria!, invocações que foram acrescentadas ao final da oração Salve Rainha.

Durante o concílio de Troyes, Bernardo conseguiu o reconhecimento para a Ordem do Templo, os Templários, cujos estatutos ele mesmo escreveu. Além disso, São Bernardo escreveu grandes obras, tratados de teologia, obras defendendo a Fé Católica e a Igreja contra heresias, além de inúmeros tratados sobre Nossa Senhora.

Quando estava para morrer e os monges rezando para que Deus não deixasse, ele disse: Porque desejais reter aqui um homem tão miserável? Usai da misericórdia para comigo e deixai-me ir para Deus. Assim, São Bernardo faleceu no dia 20 de agosto de 1153, aos 63 anos de idade. São Bernardo foi canonizado em 18 de junho de 1174, pelo Papa Alexandre III e declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio VIII, em 1830, por causa de suas pregações e obras escritas.A Festa de São Bernardo é comemorada em 20 de agosto.

O santo compôs uma oração que ficou conhecida pelos prodígios operados na vida dos fiéis. Conhecida como Oração de São Bernardo, é às vezes referida como “Lembrai-vos”,como falava minha mãe por intermédio de quem, por primeiro, tive notícia da prece. Ei-la:

Oração de São Bernardo
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria,
de que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles que recorreram à vossa proteção,
imploraram a vossa assistência
e clamaram por vosso socorro
tenha sido por Vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança,

a Vós, ó Virgem entre todas singular,
como à Mãe recorro, de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos vossos pés.

Não rejeiteis as minhas súplicas,

ó Mãe do Verbo de Deus humanado,
mas dignai-Vos de as ouvir propícia,
e de me alcançar o que vos rogo.

Amém.

(faz o pedido)


Referências principais

31.10.18

O PROTESTO DA GALINHA



O PROTESTO DA GALINHA

Por
Dalinha Catunda 

*
Um dia uma galinha
Com pena do fiofó
Pediu suplicou a Deus
Que dela tivesse dó
Em tom de lamentação
Fez sua reclamação
Com seu cocorococó:
*
Senhor Jesus me socorra
Pois estou numa pior
Meu fiofó é pequeno
Não podia ser menor
Quero ver se lhe comovo
Diminua o meu ovo
Ou me dê um cu maior.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto: site Fatos desconhecidos.


Maria de Lourdes Aragão Catunda– Poetisa, Escritora e Cordelista. Nascida e criada em Ipueiras-CE, conhecida popularmente como Dalinha Catunda, vive atualmente no Rio de Janeiro. Publica nos jornais "Diário do Nordeste" e "O Povo", nas revistas "Cidade Universidade" e "Municípios" e nos blogs: Primeira Coluna, Ipueiras e Ethos-Paidéia. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. É co-gestora convidada do blog Suaveolens, além de ter blog próprio: (cantinhodadalinha.blogspot).

15.10.18

MESTRES, MEUS SENTIMENTOS !



MESTRES, MEUS SENTIMENTOS !

Por

Dalinha Catunda
*
Faço minha louvação
Nesse dia ao professor,
Que na mão do infrator
Padece a dor da agressão.
É chutado é atacado,
E seu único pecado,
É repassar instrução.
*
Educação vem de casa
E não cabe ao professor.
Com licença e obrigado,
E a palavra, por favor,
Não vejo em circulação
Porque falta educação
O aluno só faz terror.
*
Os direitos das crianças,
Falta de pulso dos pais,
Degradação da família
São sintomas, são sinais,
Que levam os professores
A lidar com agressores
Muitos deles marginais.
*
Eu até tentei louvar,
Mas não saiu louvação.
Aos mestres, meus sentimentos!
A todos peço perdão!
Desculpem pelos descasos
Destes governantes rasos
Que não honram a nação.

****


Foto e Versos de Dalinha Catunda



Maria de Lourdes Aragão Catunda – Poetisa, Escritora e Cordelista. Nascida e criada em Ipueiras-CE, conhecida popularmente como Dalinha Catunda, vive atualmente no Rio de Janeiro. Publica nos jornais "Diário do Nordeste" e "O Povo", nas revistas "Cidade Universidade" e "Municípios" e nos blogs: Primeira Coluna, Ipueiras e Ethos-Paidéia. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. É co-gestora convidada do blog Suaveolens, além de ter blog próprio: (cantinhodadalinha.blogspot).