Suaveolens

Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS

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Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, na Universidade Rural. Obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.

22.1.11

BILHETE DO ILUSTRE IPUEIRENSE WALMIR ROSA

Amigo Kleber (e demais amigos de Ipueiras),

Quem bebeu a água do Jatobá, principalmente daquela parte que fica logo abaixo da confluência deste com o Riacho Pai Mané (*), que capta as águas das falésias da Ibiapaba, nunca esquece sua terra.

Numa comparação licenciosa, o Cearense é o judeu brasileiro. Tanto um quanto o outro viajam para além-mar, à procura de paz, felicidade e fortuna, mas nunca esquecem sua terra, nem suas tradições. Têm sempre no coração o desejo de voltar e a saudade de uma comidinha feita no fogão de lenha, que exala aquele cheiro inconfundível para quem passa na frente de uma casa alencarina.

Assim como o judeu come a "Comida Kasher", comida típica cujo modo de preparo é supervisionado por um rabino, nós, cearenses, também temos a nossa tradicional comida cearense.

Pode-se, por exemplo, falar em paçoca sem ter passado por um pilão? Sem cebola vermelha? sem farinha caroçuda? Claro que não! Tudo o mais é imitação.

Pé-de-moleque nas Ipueiras tinha que ser enrolado nas folhas frescas da bananeira, assado em forno de fazer farinha e era chamado de Manzape. Lembra?

Pouca gente sabe o que é um beiju. Quase um pão árabe, duro, plano, que é moldado com farinha e goma ou fécula (nome triste de feio) de mandioca. Guardado no caixão de farinha, dura meses. Para comer, deve-se deixar a educação de lado e atolar no café, no leite ou no café com leite.

Como dizia João de Barro (Braguinha): "A Saudade é dor pungente, morena; a saudade mata a gente, morena".

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(*) Olha só como nossa cidade é importante. O Nosso Jatobá, confronte à Cidade, tem um afluente ( o Pai Mané) desaguando nele, rugindo e engrossando suas águas. A propósito, gostaria de saber porque o nome Pai Mané. Será que alguém sabe?
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Abri o gmail para lhe remeter uma Apresentação (PPS) com imagens belas e interessantes de Fortaleza, para o seu deleite, dos cearenses e dos que gostam de nossa terra, mas quando começei a escrever deu-me saudade da terra, das coisas de lá, dos amigos, e acabei saindo da rota. Mas aos amigos nada é proibido, tudo é permitido (olha lá a influência do Caetano).

Toda vez que "falo" de Ipueiras, me vem sempre a saudade do nosso País; é assim que eu a chamo!

Um grande e conterrâneo abraço do

Walmir Rosa


21 DE JANEIRO DE 2011

Foto panorâmica de Ipueiras: obtida a partir do site da prefeitura da Cidade.

Walmir Rosa de Sousa, é ipueirense e procurador de justiça no Estado do Ceará além de grande cronista da cidade de Ipueiras. Este é um currículum provisório, devendo ser complementado oportunamente para uma adequada apresentação.

2 Comentários:

Blogger Jean Kleber disse...

Grande Walmir!!!
Vamos reunir novamente a turma na pracinha. Obrigado!
Abraço.

22.1.11  
Anonymous helder saboia disse...

Valmir,
Li, ou melhor, reli, com atenção, o registro de suas lembranças sobre a culinária de nossa Ipueiras querida. Em poucas palavras, próprio de cronistas de seu quilate, senti-me vivenciando(saboreando)aqueles tempos onde, parafraseando Ataulfo Alves,"...éramos felizes e não sabíamos". E como esquecermos tão ricas reminiscências, se delas fazemos parte? Escreva sempre. É gratificante ler suas histórias. Aliás, somente assim, podemos, na imaginação, navegar no tempo, inclemente e impiedoso, que não permite perpertuar os momentos prazerosos de nosso existir.Com o abraço fraternal do amigo. Hélder Sabóia.

22.1.11  

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